Acadêmico e Editorial

Dentro do espectro acadêmico e editorial, contemplamos três objetivos principais:

APRESENTAR à comunidade judaica em geral, falante da língua portuguesa, quem é Yeshua, o Messias judeu, por meio de livros e cursos solidamente enraizados nas Escrituras Hebraicas — nossa única fonte de autoridade divina e normativa para tanto — sem, contudo, ignorar a sabedoria e os remazim1 encontrados no vasto oceano do Talmud e da literatura Rabínica clássica. Nossa finalidade, portanto, é refutar, de uma vez por todas, as inúmeras — e infundadas — objeções levantadas contra a pessoa de Yeshua, seus ensinamentos, seu propósito e suas credenciais Messiânicas, além de responder, com a devida diligência, todas as críticas contra os escritos da Nova Aliança — sejam elas objeções gerais, históricas, teológicas, proféticas (concernentes ao Rei Messias) ou Rabínicas (concernentes às tradições da Lei Oral). Todo judeu que se dispuser a abrir o coração diante do Eterno, clamando-Lhe pela revelação da verdade (nada mais, nada menos que a verdade), chegará à incontestável conclusão — patente na Bíblia Judaica e corroborada, inúmeras vezes, pelos Sábios Z”L2 — de que não existe sequer a possibilidade de haver outro candidato que cumpra os requerimentos exigidos pela “vaga Messiânica” senão, única e exclusivamente, Yeshua ben David, o Messias de Israel.

DISPONIBILIZAR aos judeus Messiânicos uma ampla gama de literatura judaica, devidamente alicerçada no Tanach e nos escritos da Nova Aliança, com o fim de edificá-los, fortalecer sua identidade judaica e, sobretudo, aprofundar seu conhecimento bíblico, seu amor pelo Eterno e seu dever para com os filhos de Israel. Assim, estarão aptos a compartilhar com seus parentes e amigos judeus a verdade sobre o rabino mais influente de todos os tempos: Yeshua, o Messias.

DESPERTAR os verdadeiros cristãos, nossos irmãos não-judeus, para uma série de realidades vitais que foram, lastimavelmente, ocultadas — ou apenas ignoradas — por quase dois mil anos, tais como:

a) A fé Messiânica não constitui, de forma alguma, uma nova religião, estranha à comunidade judaica e criada por Jesus, pelos apóstolos e/ou por Paulo. Antes, trata-se da continuação natural e do cumprimento legítimo da fé dos Patriarcas, de Moshê, dos Profetas, do próprio Messias e de seus primeiros seguidores, os quais, diga-se de passagem, eram todos judeus.

b) A Nova Aliança é um documento judaico, escrito por judeus observantes da Torá, destinado, em primeira instância, a judeus (cf. Mt.15:22-24; Jo. 4:22; Rm. 1:16), e cujo tema central é anunciar, para judeus e gentios, o tão esperado e profetizado Messias judeu: Yeshua.

c) As raízes da fé de um verdadeiro cristão — ou “gentio Messiânico”, caso prefira a terminologia hebraica — são estritamente judaicas. Todavia, nenhum cristão precisa — e nem deve! — tornar-se judeu para crer no Messias judeu e seguir os seus ensinamentos.

d) Nenhum judeu precisa — e nem deve! — tornar-se “gentio” para crer no Messias judeu e seguir os seus ensinamentos. Pelo contrário, é muito comum — e perfeitamente natural — que esse judeu reforce ainda mais a sua identidade judaica e o seu amor pelas leis da Torá, lembrando-se, porém, de que a sua justificação perante o Eterno dá-se por meio da fidelidade e confiança depositadas Nele, e não como fruto de seu próprio mérito (cf. b. Macot 23b-24a).

e) Uma vez que recebemos kapará3 definitiva mediante Yeshua, oriunda da graça e misericórdia do Eterno, decidimos honrá-Lo através da obediência aos Seus mandamentos; não por mera obrigação, mas por amor (cf. Mishnê Torá – Hilchot Teshuvá 10:1-2).

f) Yeshua não veio abolir a Torá — longe disso! —, mas cumpri-la e escrevê-la no coração de todos os que o recebem: judeus e gentios igualmente.

g) A Igreja e os cristãos não são “o novo Israel de D’us” ou “o novo povo escolhido”, como sugere a Teologia da Substituição. Existe uma multidão de versos, tanto no Tanach como na Nova Aliança, que comprovam a imutabilidade das promessas, dos planos e da fidelidade do Eterno para com o povo judeu.

h) A despeito dos seus pecados, o povo judeu continua — e sempre continuará — sendo o povo peculiar de D’us; um povo com o qual Ele está lidando — e continuará lidando — de maneira especial, até que “todo o Israel seja salvo” (cf. Jr. 31, Ez. 36 e Rm. 9–11).

i) Ao longo dos séculos, a Igreja Cristã — principalmente Católica, mas também Protestante — foi culpada de cometer, em nome de Jesus, terríveis atrocidades contra o povo judeu, promovendo, passiva ou ativamente, severas perseguições contra os filhos de Israel (e.g. Cruzadas, Inquisições, Holocausto etc.). Esses graves pecados precisam ser trazidos à luz, a fim de que todo cristão verdadeiro, uma vez ciente desse execrável passado da Igreja, repudie toda e qualquer expressão de antissemitismo.


Notas

1. viz. dicas, pistas (רמזים).
2. viz. “De abençoada memória” (זכרונו לברכה).
3. viz. expiação, remissão (כפרה).